quinta-feira, outubro 8, 2026
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Quem assume a Polícia Federal após afastamento de Andrei Rodrigues

O delegado William Marcel Murad deve assumir interinamente a chefia da Polícia Federal (PF) após o afastamento preventivo do diretor-geral Andrei Rodrigues. Até então, Murad ocupava o posto de diretor-executivo, atuando como o segundo na hierarquia da instituição.

Afastamento determinado pelo STF

A medida foi ordenada na manhã de terça-feira (8) pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão acontece no contexto de uma crise na Suprema Corte que também envolve o ministro Alexandre de Moraes. Logo após a repercussão da notícia, durante um evento na Academia Nacional da Polícia Federal, Murad saiu em defesa do colega e enfatizou a confiança na gestão afastada, além de ressaltar a importância de proteger a corporação contra investidas externas.

Trajetória de William Marcel Murad

Formado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP) e aprovado no concurso da instituição em 2002, Murad assumiu a diretoria-executiva da PF em janeiro de 2025. O delegado acumula passagens expressivas pela carreira policial, tendo atuado como adido da corporação no Reino Unido e na Irlanda do Norte, além de comandar a Diretoria de Tecnologia da Informação e Inovação e a Coordenação-Geral de Inteligência. Ao longo de sua trajetória, também chefiou unidades de combate ao crime organizado, repressão a entorpecentes e crimes fazendários em diferentes estados brasileiros.

Motivos da decisão judicial

A suspensão de Andrei Rodrigues foi decretada por Mendonça depois que Moraes utilizou dados de inteligência da própria PF para sugerir eventuais crimes de abuso de autoridade na condução de investigações ligadas ao Banco Master e a fraudes no INSS. Conforme a argumentação do ministro do STF, os relatórios apontavam um monitoramento ilegal e prolongado de sua atuação e de outros nomes do governo, como o advogado-geral da União, Jorge Messias, além de vazarem informações sob sigilo de justiça.

Diante do cenário, a determinação judicial estabelece que a Corregedoria da PF abra investigações disciplinares e penais para apurar a origem, a autoria e a extensão dos documentos produzidos. A medida busca esclarecer todas as circunstâncias em torno do monitoramento sob a gestão anterior.

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