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Primeiro sinal de rádio de exoplaneta é detectado na ciência

Primeiro sinal de rádio de exoplaneta é detectado na ciência Cientistas detectam pela primeira vez o sinal de rádio de um exoplaneta distante. A descoberta abre portas para medir campos magnéticos no espaço. Pesquisadores conseguiram capturar, pela primeira vez na história da astronomia, emissões de rádio vindas diretamente de um planeta fora do Sistema Solar. A descoberta marca o fim de décadas de buscas infrutíferas por parte de radiotelescópios ao redor do mundo.

Origem das ondas e o gigante gasoso

O marco histórico está associado ao exoplaneta Beta Pictoris b, um imenso corpo celeste gasoso localizado a aproximadamente 63 anos-luz da Terra. O astro foi inicialmente descoberto em 2008 e orbita uma estrela que já era monitorada de perto por observatórios internacionais.

Natureza dos sinais captados

Apesar do fascínio que o tema gera, os especialistas descartam qualquer ligação com civilizações extraterrestres. As emissões são, na verdade, radioauroras potentes geradas por interações atmosféricas semelhantes às que ocorrem nos polos de Júpiter, impulsionadas por um campo magnético extremamente forte. As campanhas de monitoramento utilizaram o complexo de radiotelescópios MeerKAT, situado na África do Sul, durante coletas realizadas entre 2025 e 2026. Quasares distantes serviram como pontos de referência fundamentais para garantir que os sinais vinham especificamente do planeta e não da estrela hospedeira.

Medição inédita do magnetismo planetário

Com base nas frequências registradas, que alcançaram até 3,5 gigahertz, os cientistas estimaram que o campo magnético do astro é cerca de 2,5 mil vezes mais potente do que o da Terra. Essa é a primeira vez que tal medição é realizada de forma direta em um mundo extrassolar. Tentativas anteriores feitas em anos recentes haviam falhado por focarem em faixas de frequência menos elevadas ou por limitações técnicas dos equipamentos. O planeta também se destaca por sua rotação extremamente rápida, completando um giro em torno de si mesmo em menos de dez horas. O avanço tecnológico e metodológico promete revolucionar a astrofísica moderna, permitindo avaliar a habitabilidade e a proteção atmosférica de outros mundos celestes em pesquisas futuras.

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