As alterações implementadas na emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) resultaram em uma economia expressiva de R$ 9,64 bilhões para os motoristas brasileiros até o mês de agosto.
Detalhamento da economia gerada
O levantamento divulgado pelo governo detalha que a maior parte da cifra economizada veio da formação prática, que somou R$ 4,57 bilhões, seguida pelo curso teórico agora gratuito, responsável por R$ 2,94 bilhões. A lista de reduções financeiras também engloba a renovação automática para condutores com selo de bom condutor, que poupou R$ 1,44 bilhão, além de cortes nos exames médicos e psicológicos (R$ 414,6 milhões) e na eliminação de deslocamentos (R$ 278,7 milhões).
Aumento na emissão de documentos
Com o barateamento e a simplificação do processo, o número de novos motoristas disparou 17,1% no país. Entre janeiro e agosto, o sistema registrou 2.003.112 novas habilitações emitidas, superando a marca de 1.710.473 registrada no mesmo período do ano anterior. O destaque ficou com estados das regiões Norte e Nordeste, liderados por Paraíba (alta de 77%), Sergipe (69,5%), Acre (55,4%), Rio Grande do Norte (55,1%) e Amapá (54%).
Processo mais ágil e acessível
Além da vantagem financeira, o tempo de espera para tirar o documento despencou 30%. O prazo médio de 210 dias exigido anteriormente caiu para 147 dias. As aulas teóricas e práticas, que antes pesavam até R$ 5 mil no orçamento, agora contam com a opção de ensino teórico gratuito e virtual oferecido pelo governo.
Pesquisa de preços e novos pacotes
Pesquisas de mercado em dez municípios brasileiros revelaram custos iniciais a partir de R$ 380 para as categorias A ou B, valor encontrado em Santos (SP) incluindo duas aulas práticas e o uso do veículo da instituição. As médias de mercado variam conforme a quantidade de aulas contratadas, indo de R$ 500 para duas aulas até R$ 1.900 para um pacote com 20 aulas práticas.
Explosão na procura pela primeira habilitação
Os pedidos para iniciar o processo da primeira via mais que triplicaram no país, registrando uma alta impressionante de 216%. O montante de solicitantes saltou de 2,3 milhões para mais de 7,3 milhões de pessoas. O Amapá liderou esse salto com um crescimento de 485,8% nos pedidos, seguido por Sergipe, Pernambuco, Maranhão e Paraíba. Embora todas as unidades federativas tenham apontado alta na procura, Santa Catarina, Tocantins e Minas Gerais registraram os menores índices de expansão, ainda que expressivos.




