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Líder do PCC preso na Bolívia é transferido para cadeia em SP

Considerado uma das peças-chave na cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC), Roberto Prieto Filho, conhecido popularmente como Betinho da Baixada, já se encontra sob custódia no sistema penitenciário de São Paulo. O criminoso desembarcou em solo paulista sob forte esquema de segurança e foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) IV de Pinheiros, na capital.

Ação internacional e busca por outros chefes da facção

A localização e prisão de Prieto ocorreram na cidade de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, fruto de uma ação conduzida pela Força Especial de Luta contra o Narcotráfico (Felcn) com suporte operacional da Polícia Federal e da Polícia Civil paulista. As diligências internacionais, de acordo com informações da imprensa boliviana, também tinham como objetivo localizar outro expoente da organização criminosa, André Oliveira Macedo (o “André do Rap”), que não foi encontrado pelas equipes.

A extradição e a validade do cumprimento da ordem de prisão foram chanceladas pela 1ª Vara Criminal de Guarujá. Em despacho, o magistrado André Rossi enfatizou que a manutenção da prisão é vital para o andamento do processo e para a aplicação da lei, reforçando que o risco à ordem pública permanece evidente diante da fuga transnacional prolongada.

Resgate armado no Guarujá e condenação à revelia

O paradeiro de Betinho da Baixada era desconhecido desde janeiro de 2022. Naquela ocasião, uma quadrilha munida de fuzis invadiu a carceragem do 1º Distrito Policial de Guarujá, no litoral paulista, efetuando disparos contra servidores e viabilizando a fuga do detento. No mesmo ataque, criminosos resgataram Pablo Ribeiro Lopes Santos, apontado como parceiro financeiro de Prieto em esquemas de ocultação de patrimônio ligado ao tráfico.

Mesmo foragidos, ambos foram julgados à revelia pela Justiça brasileira. Prieto recebeu uma sentença de 20 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão pelos crimes de tráfico de drogas, associação criminosa voltada ao narcotráfico e lavagem de capitais. Já o parceiro resgatado com ele recebeu pena de pouco mais de quatro anos em regime semiaberto, sendo inocentado da acusação de associação para o tráfico.

Contestações da defesa e argumentos da acusação

Em contraponto às acusações, os advogados de Prieto sustentam sua inocência e tentam anular o processo judicial, apontando vícios e nulidades nos autos. A defesa questiona a legalidade de um mandado de busca cumprido em 2021 em um imóvel associado ao réu, onde agentes apreenderam pouco mais de um quilo de cocaína. Sobre o violento resgate armado na delegacia, os representantes alegam que não atuavam no processo na época do episódio.

Por outro lado, o Ministério Público de São Paulo ressalta que o planejamento audacioso e violento para retirá-lo da cadeia pública demonstra claramente a estabilidade e a alta periculosidade da organização criminosa associada ao réu. As forças de segurança brasileiras mantêm o protocolo de não emitir comentários sobre diligências e prisões em andamento.

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