quinta-feira, outubro 8, 2026
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Abuso infantil online atinge 20 milhões de jovens, aponta Unicef

Abuso infantil online atinge 20 milhões de jovens, aponta Unicef Relatório do Unicef revela que 20 milhões de crianças sofreram exploração sexual online em 21 países. Descubra os dados e principais riscos. Um levantamento divulgado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância revela que aproximadamente 20 milhões de crianças e adolescentes enfrentaram situações de exploração ou abuso sexual mediado pela tecnologia ao longo de um ano em 21 nações diferentes.

Panorama da violência digital

O documento intitulado Pelos Olhos das Crianças aponta ainda que cerca de 15 milhões de menores foram expostos a materiais pornográficos contra a vontade. Desse total, 9 milhões foram forçados a dialogar sobre temas sexuais ou a enviar registros visuais próprios, enquanto 4 milhões tiveram fotografias íntimas vazadas publicamente. Especialistas da organização internacional alertam que os registros reais podem ser consideravelmente superiores às estatísticas oficiais. O motivo é o alto índice de silêncio entre os afetados, visto que mais de 40% dos episódios catalogados na pesquisa não haviam sido relatados a terceiros, principalmente devido à falta de orientação sobre onde buscar auxílio.

Principais ambientes de risco

As plataformas de interação social concentram a maior parte dos problemas, respondendo por cerca de 60% dos incidentes registrados em espaços como Facebook, Instagram, TikTok, Snapchat e WhatsApp. Por sua vez, os ambientes de jogos eletrônicos somam 14% das ocorrências. A dinâmica desses locais favorece o assédio, pois os criminosos frequentemente se aproveitam da construção de laços de confiança entre os participantes para cometer as violações.

Perfil dos agressores

Contrariando o senso comum de que o perigo virtual vem exclusivamente de desconhecidos, 57% dos episódios relatados envolveram indivíduos próximos aos menores, como parentes, colegas, amigos ou parceiros românticos. Em contrapartida, 38% das vítimas conheceram os criminosos diretamente no ambiente virtual, beneficiados pelo uso de perfis falsos e mensagens privadas. A diretora-executiva da agência, Catherine Russell, destacou que essas vivências provocam severos danos psicológicos e reforçou a urgência de combater o sofrimento silencioso enfrentado pelos jovens.

O cenário no Brasil

A pesquisa ouviu 21 mil indivíduos entre 12 e 17 anos de idade em vários países entre os anos de 2020 e 2025, identificando diferentes táticas de coação, como promessas de presentes, subornos financeiros e chantagens emocionais. No contexto brasileiro, 19% dos participantes relataram ter sofrido algum tipo dessa violência, o que representa quase 3 milhões de menores, sendo que menos de 1% dos casos foi formalmente denunciado. Os ambientes virtuais foram o cenário de 55,5% dos episódios no país, com destaque negativo para os aplicativos de mensagens e redes sociais, liderados por Instagram e WhatsApp, enquanto o universo dos games representou 12,3%.

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