quarta-feira, outubro 7, 2026
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Motorola é condenada pelo Conar por propaganda enganosa de RAM

A Motorola sofreu uma condenação unânime no Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) após veicular propagandas consideradas enganosas sobre a capacidade de memória RAM de seus smartphones no mercado brasileiro.

A polêmica da soma entre RAM física e virtual

O processo teve início porque a fabricante passou a promover celulares utilizando o argumento de até 24 GB de memória RAM. No entanto, o valor era alcançado somando os pentes físicos de hardware com a RAM virtual, recurso que utiliza o armazenamento interno para simular multitarefa.

O Conselho de Ética determinou que a empresa altere imediatamente a forma como divulga essas especificações técnicas aos consumidores.

Contradições na nota oficial da empresa

Em sua defesa, a fabricante alegou que preza pela transparência e que já havia removido as propagandas irregulares de seus canais oficiais no início de agosto. Contudo, verificações na loja virtual da marca comprovaram que diversos modelos ainda exibiam os dados contestados pelo órgão regulador até o final de setembro.

As páginas só passaram a ser modificadas após a repercussão pública do caso. Além disso, a companhia justificou a prática afirmando que o cálculo combinado de memória é um padrão da indústria mobile, citando concorrentes como Xiaomi e Jovi, enquanto marcas como Apple, Samsung, Realme e Oppo não adotam a mesma estratégia de comunicação.

Próximos passos e o impacto no mercado

Apesar de o Conar não possuir poder de polícia ou jurisdição judicial, suas diretrizes possuem forte peso regulatório no setor publicitário nacional. A defesa da marca informou que avaliará o teor integral do documento para decidir se entrará com recursos ou se adotará novas medidas administrativas.

Especialistas reforçam que o problema central não reside na tecnologia da RAM virtual — amplamente utilizada e aprovada em testes de desempenho para otimizar o sistema —, mas sim na estratégia de marketing que confunde o comprador ao misturar componentes de hardware e software como se fossem uma única unidade física.

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