As instituições financeiras do país revisaram para baixo a expectativa para a inflação oficial deste ano, com o IPCA passando de 5,01% para 5%, conforme dados do Boletim Focus divulgado pelo Banco Central.
Meta de inflação e histórico recente
A nova projeção ainda permanece acima do teto estipulado pelo Conselho Monetário Nacional. A meta central é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, estabelecendo o limite superior em 4,5%.
O recuo nos prognósticos ocorre após meses de arrefecimento nos preços. Dados anteriores mostraram que os alimentos ficaram mais baratos, fazendo o IPCA acumular alta de 4,44% em 12 meses e retornar momentaneamente para a meta governamental. As projeções de longo prazo apontam inflação em 4,29% para 2027, 3,8% em 2028 e 3,5% em 2029.
Caminhos da Taxa Selic
Para conter o avanço dos preços, o Banco Central utiliza a taxa Selic, atualmente fixada em 14% ao ano pelo Copom. A autoridade monetária promoveu cortes consecutivos no juro básico, embora pressões externas, como conflitos geopolíticos que encarecem combustíveis e alimentos, imponham cautela aos próximos passos.
Analistas consultados estimam que a taxa básica de juros encerre o ano em 13,75% ao ano, com reduções graduais previstas para os anos seguintes, alcançando 10% ao ano em 2029. Movimentos na Selic impactam diretamente o custo do crédito, o consumo e o ritmo da atividade produtiva nacional.
Crescimento do PIB e cotação do dólar
Paralelamente à inflação, o mercado financeiro elevou de 1,92% para 1,93% a estimativa de expansão do Produto Interno Bruto para o fechamento deste ano. O desempenho econômico recente inclui uma alta de 0,5% no segundo trimestre, mantendo a trajetória de estabilidade após o crescimento de 2,3% registrado no ano anterior.
No câmbio, a moeda norte-americana é cotada a R$ 5,20 para o término deste ciclo anual, com avanço esperado para R$ 5,30 no encerramento do próximo período.




