As negociações no mercado nacional de boi gordo fecharam a semana acima da média de referência, impulsionadas pelo encurtamento das escalas de abate nas principais praças pecuárias do país.
Projeção de alta para a arroba
De acordo com especialistas do setor, o cenário de curto prazo indica possibilidade de novos reajustes nos preços. As indústrias de menor porte e os frigoríficos regionais enfrentam maiores obstáculos para fechar a compra de boiadas, o que pressiona os valores para cima.
Em contrapartida, as grandes plantas frigoríficas mantêm uma situação mais confortável. Essa estabilidade ocorre graças à oferta garantida por animais de contratos de parceria e pelo uso de confinamentos próprios para suprir a demanda imediata.
Cenário dos contratos futuros
Apesar da recente valorização da arroba, os contratos futuros continuam operando com prêmio expressivo sobre o mercado físico, assegurando alternativas vantajosas para estratégias de hedge e salvaguarda de margens.
No dia 24 de setembro, as cotações médias a prazo apresentaram variações regionais significativas. Em São Paulo (Capital), o valor ficou estável em R$ 355. Goiânia (GO) registrou alta de 1,47%, alcançando R$ 345, enquanto Uberaba (MG) avançou 1,49%, indo a R$ 340. Em Dourados (MS), a arroba subiu 1,45% e chegou a R$ 350. Cuiabá (MT) manteve estabilidade em R$ 330, e Vilhena (RO) subiu 1,49%, atingindo R$ 340.
Comportamento do atacado e concorrência
No setor atacadista, a carne bovina oscilou entre estabilidade e alta, embora o momento atual ofereça margem restrita para novos aumentos. A concorrência acirrada com outras proteínas, com destaque para a carne de frango, atua como um freio para uma valorização mais ampla dos cortes bovinos.
O quarto do traseiro permaneceu cotado a R$ 27,50 por quilo, mantendo-se estável. Já o quarto do dianteiro registrou acréscimo de 5,13%, passando para R$ 20,50 por quilo.
Desempenho das exportações
No comércio exterior, os embarques brasileiros de carne fresca, congelada ou refrigerada somaram US$ 819,206 milhões ao longo de 13 dias úteis de setembro, com média diária de US$ 63,015 milhões, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
O volume total exportado atingiu 130,313 mil toneladas, resultando em uma média diária de 10,024 mil toneladas, com a tonelada negociada ao preço médio de US$ 6.286,40. Na comparação com setembro do ano anterior, houve retração de 21,6% no valor médio diário e queda de 29,9% no volume médio diário embarcado, enquanto o preço médio da tonelada apresentou elevação de 11,9%.




