O Conselho Internacional de Cereais (IGC) anunciou uma revisão para baixo em sua projeção para a produção global de milho na temporada 2026/27, motivada por estimativas de colheitas inferiores em potências agrícolas como Estados Unidos, União Europeia e Índia.
Corte na estimativa global e impacto nos EUA
Em seu relatório mensal, a entidade intergovernamental diminuiu a estimativa da colheita mundial em 4 milhões de toneladas métricas, estabelecendo o volume total em 1,301 bilhão de toneladas.
No caso norte-americano, a safra foi estimada em 401,3 milhões de toneladas, recuando frente aos 406,7 milhões previstos anteriormente e ficando distante dos 432,2 milhões colhidos na temporada passada. Recentemente, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) também diminuiu sua projeção para o maior produtor do planeta, refletindo os temores de danos às lavouras causados pelas altas temperaturas do verão.
Reduções na Europa e na Índia com compensação argentina
O IGC ainda diminuiu as previsões para o bloco europeu, passando de 48,5 milhões para 46,4 milhões de toneladas, e para o mercado indiano, que caiu de 52 milhões para 50 milhões de toneladas.
Apesar desse cenário de quebra em importantes regiões produtoras, o impacto foi atenuado por uma expressiva elevação na projeção da safra argentina, que saltou de 63 milhões para 69,5 milhões de toneladas.
Aumento na produção de trigo e gargalos logísticos
Enquanto o mercado de grãos monitora o cereal graúdo, o cenário do trigo apresentou melhora. O IGC elevou a perspectiva para a safra mundial de trigo de 2026/27 em 3 milhões de toneladas, alcançando 820 milhões de toneladas.
Esse avanço foi impulsionado por correções positivas para a Austrália, que subiu para 30 milhões de toneladas, e para a Ucrânia, que atingiu 28,3 milhões. Contudo, o relatório alerta que o comércio internacional do cereal segue com ritmo atípico devido a fortes entraves nas exportações através da região do Mar Negro.




