O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, classificou como um ato de desespero o reajuste no valor do Bolsa Família revelado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante agenda de campanha realizada em Vitória da Conquista, na Bahia, na quinta-feira (17.set.2026), o senador apelou aos eleitores para que recusem o que chamou de falsa promessa da picanha.
Críticas à gestão petista
Para o parlamentar, o atual chefe do Executivo adotou uma medida que negligenciou ao longo de quatro anos de mandato. Faltando apenas 17 dias para a votação do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, Flávio afirmou que o oponente tenta comprar votos por saber que a derrota é iminente. O senador declarou que a eleição já está perdida para o atual governo e projetou a própria vitória no pleito presidencial.
O anúncio oficial feito pelo governo federal estabeleceu um acréscimo de 15,04% nos repasses do programa social. Com a mudança, o piso mensal passará de R$ 600 para R$ 691. O percentual representa a inflação acumulada pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) entre o início da gestão, em 2023, e o mês de agosto de 2026.
Histórico de mudanças em anos eleitorais
A estratégia de alterar benefícios sociais perto de eleições não é inédita no cenário político brasileiro. Em 2022, também em um ano eleitoral, o então presidente Jair Bolsonaro (PL) elevou o valor do programa, que na época se chamava Auxílio Brasil, de R$ 400 para R$ 600. A alteração ocorreu em junho, quatro meses antes da disputa nas urnas, representando um salto de 50% no benefício.
Durante seu discurso na Bahia, o candidato do PL também argumentou que pretende olhar para o futuro para auxiliar os beneficiários a complementarem a renda. Segundo ele, a quantia atual de R$ 600 perdeu o poder de compra em comparação ao período da administração anterior.




