O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski não participou da elaboração nem assinou a recente carta aberta divulgada por magistrados aposentados da Corte a respeito da crise institucional enfrentada pelo tribunal.
Falta de contato e viagem durante o feriado
De acordo com apurações, o ex-ministro tomou conhecimento da existência do documento exclusivamente por meio da cobertura da imprensa. A ausência de seu nome na lista de signatários ocorreu porque ele não foi contactado previamente, situação atribuída a uma viagem de descanso para uma região isolada durante o feriado de 7 de Setembro, o que dificultou a comunicação por telefone.
Posicionamento e relações na Corte
Mesmo que tivesse sido localizado a tempo, Lewandowski afirmou que optaria por não subscrever o texto. Sua justificativa alinha-se à postura adotada por outros nomes do meio jurídico: por ter compartilhado o plenário com a maioria dos atuais integrantes da Suprema Corte e manter diálogo aberto com diferentes correntes internas — como o ministro Alexandre de Moraes e o ministro André Mendonça —, ele prefere não endossar manifestações públicas desse tipo.
Contexto da carta e crise no STF
O documento em questão foi enviado ao presidente do tribunal na última segunda-feira (7) e conta com a assinatura de treze ministros aposentados, incluindo figuras de destaque como Joaquim Barbosa, Rosa Weber, Ayres Britto e Celso de Mello. Na mensagem, o grupo solicita a convocação imediata de uma sessão pública para apurar rigorosamente os fatos recentes que afetam o Supremo.
Repercussão institucional
Os ex-ministros classificam o atual cenário como a fase mais severa da história da instituição, argumentando que os episódios recentes abalaram a credibilidade perante a sociedade e colocaram em risco a estabilidade democrática do país. Apesar das críticas contundentes, os signatários manifestaram confiança na condução do atual presidente e reiteraram que qualquer investigação deve seguir rigorosamente o devido processo legal no plenário.




