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Como o TSE testa e garante a segurança das urnas eletrônicas

Antes de cada pleito, o Tribunal Superior Eleitoral submete os equipamentos de votação a rigorosas auditorias para garantir a confiabilidade do processo. O principal objetivo dessas checagens preventivas é identificar eventuais vulnerabilidades e assegurar a integridade de todo o sistema eleitoral brasileiro.

Mecanismos de auditoria e teste público

Um dos pilares dessa verificação é o Teste de Segurança, que convoca especialistas em computação e cidadãos maiores de idade para tentar burlar os sistemas. O foco central dessas investidas é o código-fonte das urnas, que dita o funcionamento do software. Desde 2009, quando a iniciativa foi criada, nenhum participante conseguiu encontrar falhas capazes de alterar resultados ou quebrar o sigilo dos votos.

Etapas de verificação do TSE

Além dos testes públicos, a Justiça Eleitoral aplica uma série de barreiras de segurança que acompanham o equipamento até o dia da votação:

Um ano antes da eleição, ocorre a inspeção do código-fonte, período em que entidades autorizadas podem examinar e auditar os programas. Próximo ao pleito, os aparelhos passam pela assinatura digital e lacração, etapa que torna qualquer modificação de software imediatamente identificable.

No dia da votação, realiza-se o tradicional teste de integridade. Urnas sorteadas recebem votos em cédulas de papel depositadas na véspera por partidos, que depois são digitados no equipamento para confrontar os resultados impressos e eletrônicos.

Comprovação e transparência no dia da eleição

Antes que os eleitores comecem a votar, cada equipamento emite a zerésima, certidão que atesta a ausência de votos prévios no sistema.

Ao término da votação, gera-se o boletim de urna com a contagem total de votos. O documento é afixado publicamente na seção e conta com um QR Code para auditoria cidadã, permitindo o confronto com os dados divulgados oficialmente pelo TSE.

Completando três décadas de história em 2026, o sistema brasileiro acumula 15 eleições informatizadas realizadas sem nenhum registro histórico de fraude nos equipamentos.

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